DALLAGNOL DESMORALIZADO: Jornalista revela como Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba protegeu Aécio; CONFIRA AQUI!

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O jornalista Marcelo Auler publicou em seu site, nesta terça-feira (23), um texto analisando como o senador Aécio Neves (PSDB-MG) vinha sendo protegido diante de tantas acusações ao longo dos últimos anos. Mesmo delegados da Polícia Federal não escondiam seu apoio ao tucano nas redes sociais.

“Mais do que possíveis transgressões disciplinares previstas na Lei 4878-65 (regime jurídico dos funcionários policiais civis da União e do Distrito Federal), demonstraram que os responsáveis pela Operação Lava Jato tinham um lado político definido. Não apenas torciam por um candidato. Faziam propaganda do mesmo”, afirmou.

O repórter ressaltou que o próprio juiz do caso, Sergio Moro, demonstrou intimidade ao ser fotografado ao lado de Aécio em um evento da revista IstoÉ, em dezembro de 2016, no Citibank Hall, na Zona Sul de São Paulo.

“Muito provavelmente, por conta desta falta de isenção a Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba jamais descobriu os pedidos de dinheiro, via caixa dois, feitos a empresários por Aécio Neves e/ou pela sua irmã, Andréa Cunha Neves, atualmente presa”, enfatizou.

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DORIA DOOU R$ 50 MIL AO HOMEM DA MALA DE TEMER

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João Doria, prefeito de São Paulo, foi um dos doadores de campanha de Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala de Temer; o deputado paranaense era responsável por cuidar dos interesses da JBS no governo; o tucano doou R$ 50 mil para a campanha a deputado federal de Loures.

Ligações perigosas: João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, mantinha uma relação além da institucional com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Antes de entrar na política, Doria estava preocupado e acompanhava atentamente o sucesso eleitoral do “homem da mala” de Michel Temer.

Prova disso é a doação de R$ 50 mil feita por Doria à campanha de Rocha Loures em 2014. Declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a doação foi feita via transferência eletrônica no dia 29 de agosto de 2014 segundo o blog Maquiavel, da Veja.

Rocha Loures era o encarregado de tratar dos interesses da JBS com o governo e foi eleito como suplente em 2014. O titular do mandato é Osmar Serraglio (PMDB-PR), ministro da Justiça. No final de abril, ele foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil da JBS, que a PF desconfia ser destinada a Temer.

A assessoria de imprensa do prefeito afirma que “não há deferência nenhuma. O candidato estava em campanha e o prefeito fez uma doação legal, do seu próprio bolso. Naquele momento, o deputado Rocha Loures era um parlamentar com relações no meio empresarial. Ele não fazia parte da comitiva do prefeito que viajou a Nova York, até porque o prefeito não viaja em comitiva. O prefeito foi convidado a alguns eventos aos quais Rocha Loures também foi. João Doria doou 50.000 reais a um candidato de suas relações e sobre o qual, naquele momento, nada pesava”.

TEMER AGIU COMO MAFIOSO E TEM QUE RENUNCIAR

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Jurista e doutor em Direito Penal afirma, em entrevista à TV 247, que Michel Temer “tem que renunciar imediatamente” por conta do áudio divulgado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, no qual cometeu pelo menos três crimes; “Eu vejo esse áudio como o encontro do máfia, que não se encontra visivelmente. Eles escolheram o porão do Palácio do Jaburu às 23h. Isso é coisa de máfia”, opinou; para ele, nossa situação está hoje “igualzinha” à da Guatemala, onde o ex-presidente Otto Pérez Molina teve prisão decretada sob a acusação de liderar uma rede de corrupção, ou da Coreia do Sul, onde a presidente, também acusada de corrupção, também já está na cadeia; Luiz Flávio Gomes explica por que o crime do senador Aécio Neves (PSDB-MG) não pode ser considerado flagrante e critica ainda os excessos da Lava Jato.

O jurista e professor Luiz Flávio Gomes, doutor em Direito Penal, acredita que Michel Temer deva “renunciar imediatamente” após a divulgação do áudio do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, em delação premiada.

“Eu vejo esse áudio como o encontro do máfia, que não se encontra visivelmente. Eles escolheram o porão do Palácio do Jaburu às 23h. Isso é coisa de máfia”, opinou, em entrevista concedida à TV 247 nesta segunda-feira 22. “Joesley veio da máfia, do crime organizado, prestar contas ao chefão”, disse.

“Nossa situação hoje está igualzinha à da Guatemala, e o povo ficou um ano batendo, batendo no presidente corrupto e por tráfico de entorpecentes. No final, o povo venceu e o presidente está na cadeia. No caso da Coreia do Sul, a presidenta está acusada de corrupção, inclusive envolvendo a empresa Samsung, já começou o impeachment, mas ela já está na cadeia”, comparou o jurista.

Na entrevista, Luiz Flávio Gomes explica por que o crime do senador Aécio Neves (PSDB-MG) não pode ser considerado flagrante, única razão que pode levar um parlamentar à prisão, como foi o caso do ex-senador Delcídio Amaral, que acabou sendo preso.

Segundo o jurista, os dois casos são “bem diferentes”, pois Delcídio ainda estava cometendo o crime, ao efetuar pagamentos a Nestor Cerveró em troca de seu silêncio na prisão, ou seja, o crime ainda estava sendo cometido, enquanto o de Aécio foi concluído – a entrega de R$ 2 milhões pelo empresário Joesley Batista a um primo seu, Frederico Pacheco, Fred, a pedido do senador tucano.

Médico chora por temer morte de pacientes e causa comoção. VÍDEO…

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Diretoria pede transferência dos pacientes do Hospital de Sorriso; MP tenta evitar fechamento.

A diretoria do Hospital Regional de Sorriso (HRS) continua com a tentativa de transferir (regular) os pacientes para outras unidades hospitalares, uma vez que os medicamentos e outros insumos estão quase no fim do estoque. O problema, ainda maior, é que a falta de alguns materiais pode até culminar na morte de quem está internado. Assista AQUI.

Conforme o diretor-técnico, o médico Roberto Satoshi, é difícil conseguir vagas nos outros hospitais do Estado. E no de Sorriso há 80% de ocupação dos leitos. “Estamos com o término de estoque de alimentação, gás de cozinha e gases medicinais”.

A informação é de que os pacientes que dependem de oxigênio, das UTIs adulto e Neonatal, precisam ser regulados (transferidos) via Central Estadual de Regulações, para os Hospitais que possam recebê-los. “O problema é que há situações de pacientes que não têm condições nem para serem transferidos. Mas esperamos que o problema se resolva, antes dos danos serem maiores”.

Conforme o diretor-técnico, o médico Roberto Satoshi, até quarta-feira (24) os alimentos acabarão. Até sexta-feira, no máximo, os gases medicinais chegarão ao fim. “O caos chegou. Quarta-feira a comida vai estar no estoque zero. Vamos servir o quê? Água com barro? A partir de amanhã, tentaremos transferir os pacientes. Vamos pelo menos colocar no sistema de regulação para assegurar os pacientes porque se faltar gases medicinais vai começar a morrer gente. Não tenho o que falar”, disse emocionado.

Ainda de acordo com informações, o Ministério Público Estadual – que está ciente da situação caótica – está tentando evitar que o Hospital Regional de Sorriso feche as portas.

A unidade está sem condições de manter os atendimentos, mesmo apenas os casos de urgência e emergência.

Amanhã, a crítica situação do Hospital, em decorrência da falta de repasses por parte do Governo do Estado, será discutida na Câmara Municipal de Sorriso, às 8h.

O hospital atende a quase 500 mil moradores de 15 municípios do Médio Norte. Os presidentes das Câmaras de Vereadores da região, parlamentares e prefeitos – que integram o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Teles Pires -, além de entidades civis organizadas devem participar da reunião que visa buscar soluções para a manutenção do HRS.

Outro lado

Procurada, a Secretaria de Saúde (SES) encaminhou a mesma nota enviada na semana passada ao Portal Sorriso MT e ficou de confirmar, na manhã desta terça-feira, se o montante prometido (R$ 54 mil para o pagamento de fornecedores de alimentos) realmente foi depositado.

Pai do primo de Aécio Neves desabafa: ‘Sua carreira política acabou’

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A declaração refere-se ao filho de Lauro, Frederico Pacheco, preso, na última quinta-feira (18), pela Lava-Jato

“Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada”, desabafou, nas redes sociais, o desembargador aposentado Lauro Pacheco sobre o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). A declaração refere-se ao filho de Lauro, Frederico Pacheco, preso, na última quinta-feira (18), pela Lava-Jato.

No texto publicado na conta da mulher dele, no último domingo, o desembargador escreveu que a lealdade do filho dele a Aécio que colocou Frederico atrás das grades. “Falta-lha, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de Presidente da República”, diz o texto.

Questionado sobre o post, Lauro confirmou a autoria, após o desabafo viralizar na internet. “Não quero dar entrevista, mas confirmo que o texto é meu. Está lançado. Compartilhei no perfil da minha mulher porque não sei mexer nessas coisas. Ele (Frederico) admirava demais o Aécio. Agora, meu filho está preso, tadinho”, disse Lauro Pacheco, em entrevista ao GLOBO.

Prisão

O primo distante de Aécio, Frederico Pacheco de Medeiros, foi preso preventivamente pela Polícia Federal, no mesmo dia da irmã do tucano, Andreia Neves. Conhecido como Fred, ele teria sido filmado recebendo R$ 2 milhões a mando de Joesley Batista, da JBS.

Leia abaixo, na íntegra, o texto escrito pelo pai de Frederico Pacheco:

“Meu filho Frederico Pacheco de Medeiros está preso por causa de sua lealdade a você, seu primo.

Ele tem um ótimo caráter, ao contrário de você, que acaba de demonstrar, não ter, usando uma expressão de seu avô Tancredo Neves, ‘um mínimo de cerimônia com os escrúpulos’. Vejo agora, Aécio, que você não faz jus à memória de seu saudoso pai o Deputado Aécio Cunha. Falta-lha, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de Predisente da República. Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada.

Ass. Lauro Pachedo de Medeiros Filho

Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais”.

JÁ DEU PARA ENTENDER POR QUE DERRUBARAM DILMA?

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Eduardo Cunha, que virou presidente da Câmara comprando deputados, usava sua bancada para tentar extorquir o governo da presidente Dilma Rousseff; Michel Temer, beneficiário do golpe de Cunha, está nu e foi revelado ao País como um profissional da arrecadação de propinas; as delações da Odebrecht e da JBS também confirmaram que Dilma demitiu um operador de Temer e reduziu pela metade o contrato de uma megapropina para o PMDB; além dos dois, Aécio Neves era também um profissional do crime – a tal ponto que Joesley Batista chegou a pedir “pelo amor de Deus” para que ele parasse de pedir dinheiro; Dilma fez de tudo para não se render à bandidagem e caiu; ainda assim, mesmo depois de golpeada, ele seguiu altiva e mandou avisar que a luta pela reconquista da democracia não tem data para acabar; a questão, agora, é: quando o Brasil irá pedir desculpas a ela?.

iso que os golpistas fossem caindo, um a um, para que a verdade viesse à tona.

O primeiro a tombar foi Eduardo Cunha, hoje condenado a mais de 15 anos de prisão, por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Pelas delações da JBS, já se sabe que Cunha recebeu propinas para sair comprando deputados – parlamentares que lhe foram fiéis na fatídica votação de 17 de abril de 2016.

Com sua bancada, alimentada por um mensalão particular, Cunha tentava extorquir o governo federal.

Dilma, na medida do possível, resistia.

A tal ponto que, já no seu primeiro mandato, trocou todos os diretores da Petrobras que acabaram presos em Curitiba, como Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Jorge Zelada – este, homem de confiança do PMDB na área internacional da estatal. Nesta diretoria específica, ela reduziu em mais de 40% um contrato que renderia uma propina de US$ 40 milhões para o PMDB, segundo ficou acertado numa reunião presidida por Michel Temer.

Pelas delações da JBS, soube-se também que, em seu primeiro mandato, Dilma demitiu Wagner Rossi, que atuava como arrecadador de propinas para Temer, assim como demitiu outros notórios personagens da “turma do Michel”, como Moreira Franco, Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima.

O caso Aécio

Ao seu modo, Dilma foi conseguindo conter o apetite criminal do PMDB, mal necessário para lhe garantir a governabilidade. O barco começou a virar quando Cunha, graças a sua bancada mensaleira, conseguiu se eleger presidente da Câmara dos Deputados, para, em seguida, se aliar ao senador (hoje afastado) Aécio Neves (PSDB-MG), um derrotado ressentido que, de repente, se viu sem nenhuma máquina política nas mãos, uma vez que perdera não só a presidência da República, como também o governo de Minas Gerais.

O casamento entre Cunha e Aécio era movido, agora se sabe, por propósitos puramente criminais. Andrea, a irmã de Aécio, chegou a oferecer a presidência da Vale ao empresário Joesley Batista por nada menos que R$ 40 milhões. Aécio era tão guloso em sua demanda financeira que Joesley chegou a pedir “pelo amor de Deus” para que ele parasse de pedir dinheiro.

E foi Aécio quem contratou Janaina Paschoal, por R$ 45 mil, para que ela fizesse o parecer das chamadas “pedaladas fiscais”, que foi o pretexto para jogar o Brasil no precipício. Golpeada a democracia, o Brasil passou a ser governado, sem nenhum tipo de moderação, por uma verdadeira quadrilha. No governo federal, já há nove ministros investigados e, nos próximos dias, o próprio ocupante da presidência será investigado por corrupção, obstrução judicial e organização criminosa – fato inédito na história brasileira.

O responsável por essa tragédia, Aécio Neves, caiu em desgraça e até sua contratada Janaina Paschoal hoje pede sua prisão .

A luta permanente pela democracia

Mesmo golpeada por delinquentes, Dilma Rousseff se manteve de cabeça erguida. Rodou o mundo, denunciando o golpe, enquanto Temer, que usurpou sua presidência, não conseguiu colocar os pés na rua. Viveu trancado em palácios, protegido pelo silêncio de uma mídia decadente que, depois de apoiar o golpe militar de 1964, não se redimiu do passado e se associou ao golpe parlamentar de 2016.

Embora Temer esteja nos seus estertores, o golpe ainda não chegou ao fim – e não se sabe se, após a inevitável queda do presidente-golpista, o Brasil terá um reencontro com a democracia pela via das eleições diretas ou se haverá um pacto oligárquico que preserve o atual status quo, após o sacrifício de um usurpador que se tornou pesado demais para ser carregado.

Mas o Brasil ainda deve um pedido de desculpas a Dilma: a presidente que caiu porque tentou resistir à bandidagem que hoje governa o Brasil.

PS: E antes que se diga “ah, mas e os R$ 150 milhões no exterior da JBS para Lula e Dilma”, a própria Globo já se retratou.

Provas mostram que Lava Jato de Curitiba nunca deixou investigar Temer e Aécio

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Os procuradores da Lava Jato correram para as redes sociais para comentar as revelações do envolvimento os políticos

Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, a investigação legitima o seu trabalho e é uma demonstração de que não são seletivos. “Enquanto diziam que éramos contra um partido ou outro, a Procuradoria da República se manteve firme na sua tarefa de revelar a corrupção político-partidária sistêmica”, escreveu Lima em sua página no Facebook.

Para Gilberto Bercovici, advogado e professor titular da Faculdade de Direito da USP, a declaração dos procuradores é uma falácia. “Eles nunca deixaram investigar o Aécio. O Eduardo Cunha fez as perguntas para Michel Temer e Moro [juiz responsável pela Lava Jato em primeira instância] recusou as perguntas. Moro vive se encontrando com Aécio e Temer nesses eventos do Dória [João Dória, prefeito de São Paulo pelo PSDB]. O cara da mala do Temer está com Dória em Nova York. Está tudo relacionado”, afirmou.

“É claro que é seletivo”, reforça o jurista. “E não foi surpresa que não foram eles que revelaram”, disse Bercovici, afirmando que “agora os procuradores estão querendo faturar em cima”, assim como a grande mídia, que buscam legitimar a Lava Jato. “Até porque se houver alguma arbitrariedade vão dizer que é uma operação contra todo mundo”, destacou.

Para o professor da USP, diferentemente de outras delações, as revelações trouxeram provas que sustentam a denúncia. Ele citou as investigações que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que há mais de dois anos “enfrenta uma verdadeira devassa”.

“Os jornais todos os dias divulgam uma coisa nova. Lula roubou o carrinho de pipoca, Lula matou a velhinha, mas até agora não acharam nenhum elemento comprobatório que diga que ele tem envolvimento ou recebido dinheiro de algum ato de corrupção. Já contra Aécio, na primeira operação surge uma prova de que ele pediu dinheiro”, destaca Bercovici.

Provas contra Temer

Sobre as provas apresentadas contra Michel Temer, flagrado em gravação em que teria endossado a compra do silêncio de seu principal aliado no golpe, o deputado cassado e preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Bercovici afirma que, indiscutivelmente, é uma prova válida.

“A gravação é valida, pois foi feita numa investigação da Polícia Federal, com autorização judicial. Não foi como a feita pelo Moro, que não tinha autorização do Supremo de investigar a presidenta da República”, explicou.

Segundo ele, a conduta de Temer seria, no mínimo, de prevaricação, porque ele estava sabendo de uma atitude criminosa e não fez nada para impedir, pelo contrário, incentivou. “Mas o mais importante não é a tipificação do crime, mas o escândalo em que temos o presidente da República envolvido num esquema de corrupção que foi gravado. Ele foi pego em flagrante”, enfatiza.

Gravação de Jucá

Questionado sobre a gravação divulgada nesta quarta e o que foi divulgado no ano passado, em que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) demonstrava a articulação para derrubar o governo da presidenta Dilma Rousseff e colocar Temer no poder, Bercovici afirmou: “O que a gravação do Jucá ficou a dever foi a entrega [o pagamento], o que na gravação de agora ficou evidente”.

Joesley Batista, que é dono da JBS, a maior produtora de carnes do mundo, gravou a conversa com Temer na qual o empresário contou que estava pagando mesadas a Cunha e Funaro para que eles não o delatassem, segundo O Globo. Nessa hora, o presidente aprovou os pagamentos, e disse: “Tem que manter isso, viu?”. A reunião, segundo Joesley, aconteceu no dia 7 de março deste ano.

Mídia

O jurista também falou sobre o comportamento da grande mídia. Ele afirma que a Rede Globo, uma das principais apoiadoras do golpe, “foi obrigada a divulgar, mas outros veículos ainda tentam abafar defendendo uma tese de acordo nacional, de que os fatos ainda precisam ser investigados”.

Sobre a afirmação de que é preciso manter o governo como forma de garantir a estabilidade política e preservar as instituições, Bercovici indaga: “Que estabilidade? Eles destruíram a estabilidade do país no ano passado. O regime político que temos hoje é uma farsa com um governo ilegítimo”, disse ele, destacando que o governo perdeu a sua sustentação.

Para o professor da USP, Temer não vai renunciar. “Só vai renunciar de tiver manifestação popular na porta do Palácio”, disse. E completa: “Acredito que Temer não vai renunciar porque pode ser preso. Ele não é uma pessoa que está ligando para o país. Liga para o bolso dele, como está provado na gravação. O gesto mais correto seria renunciar, pois resolveria a crise mais rápido”.

O jurista acredita que a saída que Temer vai trilhar é a do Tribunal do Superior Tribunal Eleitoral (TSE). “O que pode acontecer no TSE é que na tese de dividir chapa, uma manobra de quinta, para cassar e tentar se ver livre dele. Seria um caminho para tentar botar ele para fora o mais rápido e ainda culpar a Dilma, como sempre”.