DORIA DOOU R$ 50 MIL AO HOMEM DA MALA DE TEMER

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João Doria, prefeito de São Paulo, foi um dos doadores de campanha de Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala de Temer; o deputado paranaense era responsável por cuidar dos interesses da JBS no governo; o tucano doou R$ 50 mil para a campanha a deputado federal de Loures.

Ligações perigosas: João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, mantinha uma relação além da institucional com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Antes de entrar na política, Doria estava preocupado e acompanhava atentamente o sucesso eleitoral do “homem da mala” de Michel Temer.

Prova disso é a doação de R$ 50 mil feita por Doria à campanha de Rocha Loures em 2014. Declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a doação foi feita via transferência eletrônica no dia 29 de agosto de 2014 segundo o blog Maquiavel, da Veja.

Rocha Loures era o encarregado de tratar dos interesses da JBS com o governo e foi eleito como suplente em 2014. O titular do mandato é Osmar Serraglio (PMDB-PR), ministro da Justiça. No final de abril, ele foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil da JBS, que a PF desconfia ser destinada a Temer.

A assessoria de imprensa do prefeito afirma que “não há deferência nenhuma. O candidato estava em campanha e o prefeito fez uma doação legal, do seu próprio bolso. Naquele momento, o deputado Rocha Loures era um parlamentar com relações no meio empresarial. Ele não fazia parte da comitiva do prefeito que viajou a Nova York, até porque o prefeito não viaja em comitiva. O prefeito foi convidado a alguns eventos aos quais Rocha Loures também foi. João Doria doou 50.000 reais a um candidato de suas relações e sobre o qual, naquele momento, nada pesava”.

Alckmin passará a tratar Doria como traidor explícito

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Depois que João Doria mudou sua postura e começou a deixar cada vez mais clara sua intenção de concorrer à Presidência em 2018, seu padrinho político, Geraldo Alckmin, resolveu contra-atacar; o governador começará a tratar o prefeito como traidor explícito; Alckmin já liberou seus aliados a atacarem a “pressa” do prefeito em se lançar ao Planalto; mesmo desgastado pela Lava Jato, Alckmin se mostrou disposto a brigar pelo posto.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), mesmo duramente atingido pela Lava Jato, mostrou-se disposto a brigar pela candidatura tucana à Presidência em 2018.

Para tentar conter o avanço de seu pupilo, João Doria (PSDB), que recentemente já vem admitindo lançar-se candidato ao Planalto, Alckmin passará a tratar qualquer movimento do prefeito com ares de traição explícita.

Aliados de Alckmin já atacam abertamente a “pressa” do prefeito.

As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo.

“Auxiliares de Doria tentaram minimizar o impacto da frase em que ele admitiu que toparia ser candidato ao Planalto se fosse escolhido em prévias. Disseram que o prefeito defendeu antes o nome de Alckmin em suas entrevistas. Nem toda a tropa municipal, porém, quis colocar água na fervura.

Subordinado a Doria, o prefeito regional de Pinheiros (SP), Paulo Mathias (PSDB), disse que ‘não tem sentido deixar de lançar um candidato bem posicionado nas pesquisas’. ‘Política é destino. E o João prova isso.’

Em Brasília, o embate simbólico entre Doria e Alckmin em NY virou piada no ninho tucano. Em reunião da bancada do PSDB, chegaram a dizer que, se o governador passar mais um dia nessa toada, Doria dirá que não vai dar carona a ele em seu jato particular na volta ao Brasil.”