DALLAGNOL DESMORALIZADO: Jornalista revela como Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba protegeu Aécio; CONFIRA AQUI!

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O jornalista Marcelo Auler publicou em seu site, nesta terça-feira (23), um texto analisando como o senador Aécio Neves (PSDB-MG) vinha sendo protegido diante de tantas acusações ao longo dos últimos anos. Mesmo delegados da Polícia Federal não escondiam seu apoio ao tucano nas redes sociais.

“Mais do que possíveis transgressões disciplinares previstas na Lei 4878-65 (regime jurídico dos funcionários policiais civis da União e do Distrito Federal), demonstraram que os responsáveis pela Operação Lava Jato tinham um lado político definido. Não apenas torciam por um candidato. Faziam propaganda do mesmo”, afirmou.

O repórter ressaltou que o próprio juiz do caso, Sergio Moro, demonstrou intimidade ao ser fotografado ao lado de Aécio em um evento da revista IstoÉ, em dezembro de 2016, no Citibank Hall, na Zona Sul de São Paulo.

“Muito provavelmente, por conta desta falta de isenção a Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba jamais descobriu os pedidos de dinheiro, via caixa dois, feitos a empresários por Aécio Neves e/ou pela sua irmã, Andréa Cunha Neves, atualmente presa”, enfatizou.

Provas mostram que Lava Jato de Curitiba nunca deixou investigar Temer e Aécio

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Os procuradores da Lava Jato correram para as redes sociais para comentar as revelações do envolvimento os políticos

Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, a investigação legitima o seu trabalho e é uma demonstração de que não são seletivos. “Enquanto diziam que éramos contra um partido ou outro, a Procuradoria da República se manteve firme na sua tarefa de revelar a corrupção político-partidária sistêmica”, escreveu Lima em sua página no Facebook.

Para Gilberto Bercovici, advogado e professor titular da Faculdade de Direito da USP, a declaração dos procuradores é uma falácia. “Eles nunca deixaram investigar o Aécio. O Eduardo Cunha fez as perguntas para Michel Temer e Moro [juiz responsável pela Lava Jato em primeira instância] recusou as perguntas. Moro vive se encontrando com Aécio e Temer nesses eventos do Dória [João Dória, prefeito de São Paulo pelo PSDB]. O cara da mala do Temer está com Dória em Nova York. Está tudo relacionado”, afirmou.

“É claro que é seletivo”, reforça o jurista. “E não foi surpresa que não foram eles que revelaram”, disse Bercovici, afirmando que “agora os procuradores estão querendo faturar em cima”, assim como a grande mídia, que buscam legitimar a Lava Jato. “Até porque se houver alguma arbitrariedade vão dizer que é uma operação contra todo mundo”, destacou.

Para o professor da USP, diferentemente de outras delações, as revelações trouxeram provas que sustentam a denúncia. Ele citou as investigações que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que há mais de dois anos “enfrenta uma verdadeira devassa”.

“Os jornais todos os dias divulgam uma coisa nova. Lula roubou o carrinho de pipoca, Lula matou a velhinha, mas até agora não acharam nenhum elemento comprobatório que diga que ele tem envolvimento ou recebido dinheiro de algum ato de corrupção. Já contra Aécio, na primeira operação surge uma prova de que ele pediu dinheiro”, destaca Bercovici.

Provas contra Temer

Sobre as provas apresentadas contra Michel Temer, flagrado em gravação em que teria endossado a compra do silêncio de seu principal aliado no golpe, o deputado cassado e preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Bercovici afirma que, indiscutivelmente, é uma prova válida.

“A gravação é valida, pois foi feita numa investigação da Polícia Federal, com autorização judicial. Não foi como a feita pelo Moro, que não tinha autorização do Supremo de investigar a presidenta da República”, explicou.

Segundo ele, a conduta de Temer seria, no mínimo, de prevaricação, porque ele estava sabendo de uma atitude criminosa e não fez nada para impedir, pelo contrário, incentivou. “Mas o mais importante não é a tipificação do crime, mas o escândalo em que temos o presidente da República envolvido num esquema de corrupção que foi gravado. Ele foi pego em flagrante”, enfatiza.

Gravação de Jucá

Questionado sobre a gravação divulgada nesta quarta e o que foi divulgado no ano passado, em que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) demonstrava a articulação para derrubar o governo da presidenta Dilma Rousseff e colocar Temer no poder, Bercovici afirmou: “O que a gravação do Jucá ficou a dever foi a entrega [o pagamento], o que na gravação de agora ficou evidente”.

Joesley Batista, que é dono da JBS, a maior produtora de carnes do mundo, gravou a conversa com Temer na qual o empresário contou que estava pagando mesadas a Cunha e Funaro para que eles não o delatassem, segundo O Globo. Nessa hora, o presidente aprovou os pagamentos, e disse: “Tem que manter isso, viu?”. A reunião, segundo Joesley, aconteceu no dia 7 de março deste ano.

Mídia

O jurista também falou sobre o comportamento da grande mídia. Ele afirma que a Rede Globo, uma das principais apoiadoras do golpe, “foi obrigada a divulgar, mas outros veículos ainda tentam abafar defendendo uma tese de acordo nacional, de que os fatos ainda precisam ser investigados”.

Sobre a afirmação de que é preciso manter o governo como forma de garantir a estabilidade política e preservar as instituições, Bercovici indaga: “Que estabilidade? Eles destruíram a estabilidade do país no ano passado. O regime político que temos hoje é uma farsa com um governo ilegítimo”, disse ele, destacando que o governo perdeu a sua sustentação.

Para o professor da USP, Temer não vai renunciar. “Só vai renunciar de tiver manifestação popular na porta do Palácio”, disse. E completa: “Acredito que Temer não vai renunciar porque pode ser preso. Ele não é uma pessoa que está ligando para o país. Liga para o bolso dele, como está provado na gravação. O gesto mais correto seria renunciar, pois resolveria a crise mais rápido”.

O jurista acredita que a saída que Temer vai trilhar é a do Tribunal do Superior Tribunal Eleitoral (TSE). “O que pode acontecer no TSE é que na tese de dividir chapa, uma manobra de quinta, para cassar e tentar se ver livre dele. Seria um caminho para tentar botar ele para fora o mais rápido e ainda culpar a Dilma, como sempre”.

Aécio relata conversa com Moraes para travar Lava Jato

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ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é citado no pedido de abertura de inquérito enviado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no STF.

No documento, divulgado à imprensa no início da tarde desta sexta-feira (19/5), é descrita uma conversa que teria ocorrido entre o senador Aécio Neves (PSDB) e Joesley Batista, sócio da JBS, em 24 de março deste ano, no Hotel Unique, em São Paulo-SP.

O senador teria dito que ele, Moraes e Temer estavam tentando “organizar uma forma de impedir que as investigações [da Lava Jato] avançassem, por meio da escolha de delegados que conduziriam os inquéritos, direcionando as distribuições”.

O senador ponderou, no entanto, que “isso não teria sido finalizado” entre ele, Temer e Moraes.

Janot narra que, a partir de 29min40s do áudio, Aécio diz: “O que vai acontecer agora, vai vir inquérito sobre uma porrada de gente, caralho, eles aqui são tão bunda mole, que eles não notaram o cara que vai distribuir os inquéritos para os delegados. Você tem lá, sei lá, tem 2 mil delegados da Polícia Federal, aí tem de escolher dez caras. O do Moreira [Franco, ministro da Secretaria-Geral], o que interessa a ele, sei lá, pro João, o do Aécio vai para o Zé. O outro filho da puta vai pro, foda-se, vai para o Marculino, nem isso conseguiram terminar, eu, o Alexandre e o Michel”, teria dito Aécio.

Procurada pelo JOTA, a assessoria do ministro Alexandre de Moraes não se manifestou até a publicação deste texto, que será atualizado tão logo chegue a resposta.

Joesley diz ter pago R$ 170 mi a grupo de Cunha e Temer por empréstimos

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Esquema era operado pelo doleiro Lúcio Funaro, segundo delator

No acordo de delação premiada homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Joesley Batista, do grupo JBS, afirmou ter pago, de 2011 a 2016, R$ 170 milhões de propina para “um time”, como definiu, que tinha o ex-deputado Eduardo Cunha e o então ex-presidente Michel Temer, e cujo esquema era operado pelo doleiro Lúcio Funaro.

A quantia foi paga, segundo Joesley, para que os empréstimos às suas empresas fossem liberados na Caixa Econômica Federal. Funaro e Cunha estão presos em Curitiba após serem acusados na Operação Lava Jato.

O esquema teria tido início, de acordo com o empresário, para a aprovação em um conselho da Caixa para a liberação de R$ 940 milhões do fundo FI-FGTS para a construção da empresa Eldorado. Em 2011, Funaro teria pedido para um amigo em comum dele e de Joesley, Paulo Sergio Formigoni, apresentá-lo ao dono da JBS. O doleiro então teria dito que sabia do pedido de empréstimo no fundo e oferecido ajuda “para aprovar o negócio”, já que havia uma pessoa deles lá, o ex-vice-presidente da Caixa Fabio Cleto.

No segundo encontro de Joesley e Funaro, dois dias depois, o dono da JBS contou que o doleiro falava sempre em nome de Eduardo Cunha, com quem dizia “operar” junto. “E eu nunca tinha ouvido falar [do Cunha]. E nunca tinha visto um deputado tão importante quanto a importância [sic] que ele dava a esse deputado”, diz Joesley em seu depoimento. Segundo o empresário, ele e Cunha só se conheceriam em 2013.

Questionado se Funaro falava em nome de algum outro político além de Cunha, Joesley respondeu: “Ele sempre falava Eduardo Cunha e Michel. Michel Temer, o atual presidente. Ele sempre dizia: ‘eu falo em nome do Eduardo, e o Eduardo é da turma do Michel, vice-presidente’. E na época eu tava começando a conhecer e achava que como vice-presidente o Michel não tinha tanta importância, tanto poder. Mas como presidente do PMDB ele tinha bastante relevância. Que ele não era presidente do PMDB, mas tinha influência fortíssima, era líder do PMDB na Câmara”.

Passado um tempo desse acerto inicial, Joesley disse que Funaro teria lhe procurado novamente para falar que agora eles teriam “tomado a Caixa”, não só conselho do FI-FGTS.

“De 2011 a 2013 [eu tratava] só com o Lúcio. Em 2013 foi quando conheci o Eduardo, até numa situação lá no Ministério da Agricultura. Foi quando eles encamparam o Ministério da Agricultura. Eles vinham tomando terreno, o grupo. Encampou o FI-FGTS, a Caixa, e aí o Ministério da Agricultura.”

RELAÇÃO COM CUNHA

Em sua delação, Joesley afirma que a partir de 2013 teria passado a se encontrar com Cunha e que o então deputado teria a lista de todas as operações do empresário. “Ele sabia tudo da minha vida”, disse. Segundo o empresário, quando a Polícia Federal fez uma operação de busca e apreensão na casa de Cunha, o ex-deputado teria lhe chamado para mostrar os documentos que teriam alguma informação sobre os negócios com ele e que haviam sido recolhidos e devolvidos.

“Eu não entendi aquilo, mas falei: beleza. Sei que fui folheando e tinha lá contrato social da holding nossa, não sei o que aquilo tava fazendo na casa dele, tinha lista de operações não só nossas, mas de outras empresas, um monte de coisas da minha vida”, contou Joesley. “Ele sabia tudo.”

PF interceptou conversas de Temer, Gilmar e Aécio

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Grampo foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal

A Polícia Federal interceptou ligações telefônicas do presidente Michel Temer e do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a Operação Patmos, com ordens judiciais do próprio Supremo. A informação consta em documentos liberados nesta sexta-feira (19) por ordem do ministro Edson Fachin.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, Temer foi gravado conversando com seu ex-assessor, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) – parlamentar que foi flagrado recebendo R$ 500 mil.

Na ligação, Temer fala com o deputado sobre novas regras para o setor dos portos. Outra conversa interceptada pela PF é entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ministro Gilmar Mendes, do STF.

No diálogo, ocorrido em 26 de abril, o senador pediu ao ministro [Mendes] para que telefonasse para o senador Flexa Ribeiro”. A intenção era pedir ao magistrado que ele convencesse Ribeiro a seguir o voto da bancada no projeto sobre abuso de autoridade no Congresso.

De acordo com os documentos, os aparelhos telefônicos de Aécio e de Loures estavam sob interceptação judicial. Portanto, os grampos não foram feitos nos telefones de Gilmar Mendes e de Michel Temer.

Acusações contra Lula são baseadas em ‘supostos diálogos com terceiros’, diz defesa

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De acordo com advogados, “delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-presidente”. Assessoria de Dilma “rejeita delações sem provas ou indícios”

Joesley

São Paulo – Os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira emitiram nota na tarde desta sexta-feira (19) a respeito do envolvimento do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS.

Batista afirma ter aberto conta no exterior para depositar US$ 50 milhões, com suposta orientação do então ministro da Fazenda Guido Mantega, para obter favorecimentos ao seu grupo empresarial. O delator diz ter sido informado por Mantega que se tratava de uma “conta de Lula”.

“Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados”, diz a nota dos advogados. “A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi – ilegalmente – devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos – bancário, fiscal e contábil – foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas – com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente.”

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira reafirmaram a desconfiança em relação ao instituto das delações no âmbito da Lava Jato. “A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-Presidente.”

Dilma: ” a verdade virá à tona”

O empresário Joesley Batista também afirmou em sua delação que, novamente por meio de Mantega, teria feito um depósito de US$ 30 milhões em benefício da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Por meio de sua assessoria, ela afirmou que “jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário   ou de terceiros doações, pagamentos e ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidato.

“Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo”, afirma o texto. “Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade vira à tona.”

VEJA A GRAVIDADE DOS DIÁLOGOS ESTARRECEDOR ENVOLVENDO TEMER, AÉCIO, PROCURADORES E ATÉ DOIS JUÍSES

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O vídeo mostrar trechos da conversa estarrecedora entre Michel Temer e o empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa JBS.

 

Diálogo esse que abalou o núcleo de um governo já desgastado. São trechos de uma conversa feita na calada da noite, fora dos horários habituais e registrados, dentro do palácio do jaburu, residência oficial de temer. O diálogo passa por compra do silêncio de Eduardo Cunha… Obstrução de justiça… Compra de dois juízes… Vazamento de informação confidencial da força tarefa por procurador, entre tantos outros gravíssimos assuntos.

E o pior: Michel Temer, por diversas vezes, concorda com o empresário. Nós vamos acompanhar agora um trecho da conversa que traz detalhes sobre Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima, ex-ministro da secretaria de governo. O áudio teve o sigilo liberado no início da noite de ontem. Acompanhe.