TEMER AGIU COMO MAFIOSO E TEM QUE RENUNCIAR

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Jurista e doutor em Direito Penal afirma, em entrevista à TV 247, que Michel Temer “tem que renunciar imediatamente” por conta do áudio divulgado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, no qual cometeu pelo menos três crimes; “Eu vejo esse áudio como o encontro do máfia, que não se encontra visivelmente. Eles escolheram o porão do Palácio do Jaburu às 23h. Isso é coisa de máfia”, opinou; para ele, nossa situação está hoje “igualzinha” à da Guatemala, onde o ex-presidente Otto Pérez Molina teve prisão decretada sob a acusação de liderar uma rede de corrupção, ou da Coreia do Sul, onde a presidente, também acusada de corrupção, também já está na cadeia; Luiz Flávio Gomes explica por que o crime do senador Aécio Neves (PSDB-MG) não pode ser considerado flagrante e critica ainda os excessos da Lava Jato.

O jurista e professor Luiz Flávio Gomes, doutor em Direito Penal, acredita que Michel Temer deva “renunciar imediatamente” após a divulgação do áudio do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, em delação premiada.

“Eu vejo esse áudio como o encontro do máfia, que não se encontra visivelmente. Eles escolheram o porão do Palácio do Jaburu às 23h. Isso é coisa de máfia”, opinou, em entrevista concedida à TV 247 nesta segunda-feira 22. “Joesley veio da máfia, do crime organizado, prestar contas ao chefão”, disse.

“Nossa situação hoje está igualzinha à da Guatemala, e o povo ficou um ano batendo, batendo no presidente corrupto e por tráfico de entorpecentes. No final, o povo venceu e o presidente está na cadeia. No caso da Coreia do Sul, a presidenta está acusada de corrupção, inclusive envolvendo a empresa Samsung, já começou o impeachment, mas ela já está na cadeia”, comparou o jurista.

Na entrevista, Luiz Flávio Gomes explica por que o crime do senador Aécio Neves (PSDB-MG) não pode ser considerado flagrante, única razão que pode levar um parlamentar à prisão, como foi o caso do ex-senador Delcídio Amaral, que acabou sendo preso.

Segundo o jurista, os dois casos são “bem diferentes”, pois Delcídio ainda estava cometendo o crime, ao efetuar pagamentos a Nestor Cerveró em troca de seu silêncio na prisão, ou seja, o crime ainda estava sendo cometido, enquanto o de Aécio foi concluído – a entrega de R$ 2 milhões pelo empresário Joesley Batista a um primo seu, Frederico Pacheco, Fred, a pedido do senador tucano.

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TEMER DESAFIA O BRASIL E DIZ: SE QUISEREM, ME DERRUBEM

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Beto Barata/PR

Rejeitado por 92% dos brasileiros, Michel Temer virou um trambolho para o País; depois de conspirar contra a presidente legítima Dilma Rousseff, usurpar o poder e ser flagrado cometendo vários crimes, pelos quais será denunciado pela Procuradoria-Geral da República, ele diz que não renuncia; em entrevista, Temer diz que não vai sair do poder; “Se quiserem, me derrubem”, desafia; o peemedebista disse ainda que recebeu Joesley Batista sem saber que o empresário era investigado; Temer insinuou também que o PSDB é seu refém e não conseguirá se libertar dele, reiterando que o apoio dos tucanos segue até 2018; sobre Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo uma mala de R$ 500 mil em nome dele, Temer avaliou que ele é de “boa índole”.

 

AGORA: Segundo pronunciamento de Temer. O golpista está sem rumo e perdido.

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O Governo Golpista Temer já caiu.

Temer está assustado e sem rumo,já foi abandonado por grande parte dos políticos e da imprensa.
O Golpe não durou muito,Fora Temer,queremos nosso Brasil de volta.
Diretas Já.

O Golpista vai dar derrame,,kkkkkkkkkk
o velhinho não vai aguentar a pressão de entrar pra história como o mais sujo e traidor do Brasil.
Fora Desgraça

URGENTE: Temer decidiu renunciar, informa Noblat

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URGENTE: Temer decidiu renunciar, informa Noblat

O presidente Michel Temer está pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje. Já conversou a respeito com alguns ministros de Estado e, pessoalmente, acompanha a redação do pronunciamento que informará o país a respeito.

Rodrigo Maia (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, já foi avisado sobre a decisão de Temer. Ele o substituirá como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018.

A Secretaria de Comunicação Social da presidência da República suspendeu a veiculação de peças de propaganda do governo que estavam no ar ou que poderiam ir ao ar.

Informações do O Globo

TEMER COGITA RENUNCIAR AINDA NESTA QUINTA-FEIRA

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REUTERS/Nacho Doce

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sucessor natural de Michel Temer, acaba de ser chamado às pressas ao Palácio do Planalto e são fortes os rumores de que o ocupante da presidência da República irá renunciar nesta quinta-feira; já se sabe que Temer foi pego em fragrante cometendo crimes em série: obstrução judicial, com a compra do silêncio de Eduardo Cunha, vazamento de informação privilegiada, com o repasse da taxa de juros à JBS, e corrupção passiva, com a troca de cargos federais por propina.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sucessor natural de Michel Temer, acaba de ser chamado às pressas ao Palácio do Planalto e são fortes os rumores de que o ocupante da presidência da República irá renunciar nesta quinta-feira 18.

Já se sabe que Temer foi pego em fragrante cometendo crimes em série: obstrução judicial, com a compra do silêncio de Eduardo Cunha vazamento de informação privilegiada, com o repasse da taxa de juros à JBS e corrupção passiva, com a troca de cargos federais por propina (leia

Joesley Batista e o seu irmão Wesley delatam Temer e apresentam gravações bombástica

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Além de temer, Grampo também revela que Aécio pediu R$ 2 milhões a dono da JBS

 

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delato

URGENTE: DONO DA JBS GRAVA TEMER DANDO AVAL PARA COMPRAR SILÊNCIO DE CUNHA

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Fonte: O Globo

Joesley Batista e o seu irmão Wesley confirmaram a Fachin o que falaram a PGR

Joesley Batista e Michel Temer Foto: João Quesada / Agência O Globo

RIO — Na tarde de quarta-feira passada, Joesley Batista e o seu irmão Wesley entraram apressados no STF e seguiram direto para o gabinete do ministro Edson Fachin. Os donos da JBS, a maior produtora de proteína animal do planeta, estavam acompanhados de mais cinco pessoas, todas da empresa. Foram lá para o ato final de uma bomba atômica que explodirá sobre o país — a delação premiada que fizeram, com poder de destruição igual ou maior que a da Odebrecht. Diante de Fachin, a quem cabe homologar a delação, os sete presentes ao encontro confirmaram: tudo o que contaram à Procuradoria-Geral da República em abril foi por livre e espontânea vontade, sem coação.

É uma delação como jamais foi feita na Lava-Jato: Nela, o presidente Michel Temer foi gravado em um diálogo embaraçoso. Diante de Joesley, Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: “Tem que manter isso, viu?”.

Aécio Neves foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena devidamente filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho dos reais. Descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

Joesley relatou também que Guido Mantega era o seu contato com o PT. Era com o ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma Rousseff que o dinheiro de propina era negociado para ser distribuído aos petistas e aliados. Mantega também operava os interesses da JBS no BNDES.

Joesley revelou também que pagou R$ 5 milhões para Eduardo Cunha após sua prisão, valor referente a um saldo de propina que o peemedebista tinha com ele. Disse ainda que devia R$ 20 milhões pela tramitação de lei sobre a desoneração tributária do setor de frango.

Pela primeira vez na Lava-Jato foram feitas “ações controladas”, num total de sete. Ou seja, um meio de obtenção de prova em flagrante, mas em que a ação da polícia é adiada para o momento mais oportuno para a investigação. Significa que os diálogos e as entregas de malas (ou mochilas) com dinheiro foram filmadas pela PF. As cédulas tinham seus números de série informados aos procuradores. Como se fosse pouco, as malas ou mochilas estavam com chips para que se pudesse rastrear o caminho dos reais. Nessas ações controladas foram distribuídos cerca de R$ 3 milhões em propinas carimbadas durante todo o mês de abril.

Se a delação da Odebrecht foi negociada durante dez meses e a da OAS se arrasta por mais de um ano, a da JBS foi feita em tempo recorde. No final de março, se iniciaram as conversas. Os depoimentos começaram em abril e na primeira semana de maio já haviam terminado. As tratativas foram feitas pelo diretor jurídico da JBS, Francisco Assis e Silva. Num caso único, aliás, Assis e Silva acabou virando também delator. Nunca antes na história das colaborações um negociador virara delator.

A velocidade supersônica para que a PGR tenha topado a delação tem uma explicação cristalina. O que a turma da JBS (Joesley sobretudo) tinha nas mãos era algo nunca visto pelos procuradores: conversas comprometedoras gravadas pelo próprio Joesley com Temer e Aécio — além de todo um histórico de propinas distribuídas a políticos nos últimos dez anos. Em duas oportunidades em março, o dono da JBS conversou com o presidente e com o senador tucano levando um gravador escondido — arma que já se revelara certeira sob o bolso do paletó de Sérgio Machado, delator que inaugurou a leva de áudios comprometedores. Ressalte-se que essas conversas, delicadas em qualquer época, ocorreram no período mais agudo da Lava-Jato. Nem que fosse por medo, é de se perguntar: como alguém ainda tinha coragem de tratar desses assuntos de forma tão descarada?

Para que as conversas não vazassem, a PGR adotou um procedimento inusual. Joesley, por exemplo, entrava na garagem da sede da procuradoria dirigindo o próprio carro e subia para a sala de depoimentos sem ser identificado. Assim como os outros delatores.

Ao mesmo tempo em que delatava no Brasil, a JBS mandatou o escritório de advocacia Trench, Rossi e Watanabe para tentar um acordo de leniência com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). Fechá-lo é fundamental para o futuro do grupo dos irmãos Batista. A JBS tem 56 fábricas nos EUA, onde lidera o mercado de suínos, frangos e o de bovinos. Precisa também fazer um IPO (abertura de capital) da JBS Foods na Bolsa de Nova York.

Pelo que foi homologado por Fachin, os sete delatores não serão presos e nem usarão tornozeleiras eletrônicas. Será paga uma multa de R$ 225 milhões para livrá-los das operações Greenfield e Lava-Jato que investigam a JBS há dois anos. Essa conta pode aumentar quando (e se) a leniência com o DoJ for assinada. (Colaborou Guilherme Amado)